Meu corpo quer alegria
minha alma ventania
novas estações
outras dimensões
o retorno da paz
sem palpitações do efêmero
sem a angústia do nada
a ternura dos olhos dos cães
a geografia da nossa essência
para que possamos fluir
sem pantomimas e imposições.
domingo, 13 de abril de 2014
Clímax
Equilíbrio químico no corpo
serotonina tinindo
Felicidade é encontro
infinidade de carinhos
no desalinho do ninho
palavras de amor se mirando
um grito de corpos queimando.
serotonina tinindo
Felicidade é encontro
infinidade de carinhos
no desalinho do ninho
palavras de amor se mirando
um grito de corpos queimando.
sábado, 5 de abril de 2014
Caricias
O silêncio pousou
e tornou-se pássaro,
levantou-se e tornou-se fogo,
fechou os olhos e se irmanou ao ar,
caminhou e mergulhou no mar.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Caminhando
Deixo o meu olhar orvalhar
rasgando montanhas e vales
desbravando outros mares
que nunca ousei navegar.
Não acostumei os meus passos
por caminhos já conhecidos
nem meus olhos fatigados
de tantos desejos levar
para junto de outros olhos
que não souberam me amar.
rasgando montanhas e vales
desbravando outros mares
que nunca ousei navegar.
Não acostumei os meus passos
por caminhos já conhecidos
nem meus olhos fatigados
de tantos desejos levar
para junto de outros olhos
que não souberam me amar.
Por do sol
A palavra se mostrou ofegante
procurando sons pra falar
quando uma luz ofuscante
veio o meu corpo ninar,
e agora quem vai me libertar?
se já não sou,
se já estou,
se já me encantei no luar?
procurando sons pra falar
quando uma luz ofuscante
veio o meu corpo ninar,
e agora quem vai me libertar?
se já não sou,
se já estou,
se já me encantei no luar?
domingo, 23 de fevereiro de 2014
O sentido da vida
O fato de estar apaixonado por alguém,por um projeto,pela realização de um sonho é o que proporciona um sentido para a vida e a torna interessante,no resto são obrigações que tingem de cinza a nossa existência.Só a esperança nos arranca do abismo, e tudo o mais é no mínimo fingimento.São mínimas as coisas que nos fazem sentir felicidade,e muitas que nos roubam o sorriso.Aceitamos o definitivo porque somos infinitamente impotentes, por isso compreendemos a resiliência que nos torna apáticos ante o inevitável fim das vidas que, se vão para alimentar novas vidas, no eterno ciclo de transformações que a natureza nos impõe pela química do recomeço.Ainda não evoluímos o bastante para aceitar sem sofrimento o ciclo das perdas .A síndrome do coração partido se manifesta sempre que uma nova ferida se abre em nossas entranhas e verificamos que aquelas que julgávamos cicatrizadas se abrem novamente para nos machucar além da nossa sanidade suportável.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Afeto
Leva contigo amigo
o doce amor que eu te dei
Não esqueças amigo
que um dia eu te toquei
que segurei tua alma criança
e nela amizade plantei.
Por onde andares amigo
saiba que de ti sentirei
muita saudade no peito
pelo beijo que não te dei.
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