Ódios ,ressentimentos, mágoas,culpas e outros sentimentos negativos que perduram em nossa psique podem causar sintomas que, a medicina não pode perquirir com bastante eficiência por serem causados por desarranjos emocionais que escapam até mesmo a uma análise investigativa acurada,isto porque ainda somos um mistério.Lembremos que a maior parte do nosso inconsciente não pode ser acessada.Encontrar a cura para um transtorno mental é quase como tirar um bilhete de loteria. Sorte de quem conseguir.O homem, por ser um ser social, necessita desenvolver relações afetivas, e se nestas relações não estiver inserido um boa dose de perdão,estarão inexoravelmente fadadas ao fracasso, isto porque a imperfeição faz parte da nossa essência muito mais do que as virtudes.A visão maniqueista entre o bem e o mal já foi abolida da nossa interpretação.Estes convivem intimamente amarrados num nó górdio, sendo nossa tarefa destrinchar este nó e fazer ressaltar nossas virtudes que devem ser cultivadas em função do nosso humanismo prático. Perdoar é o verbo.Desfazer-se de uma enorme carga é uma atitude inteligente, assim podemos possibilitar um renascer de esperanças e fé na vida, porque esta, com certeza, sempre nos dará as respostas que necessitamos.Não precisamos carregar o fardo de alguma injustiça que alguém nos fez.Neste sentido o pai nosso é significativo ao contemplar os dois lados: o do ofensor e o do ofendido. Portanto, adote o perdão, inclusive para si.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Vestindo os dias
Novos tempos
vou vivendo
passarinhando
acarinhando
partilhando
consumindo
consumando
alma exposta
não imposta.
Vou rodando
vou cantando
nada altero.
Considero
laços fortes
peito amigo
fogo brando
dias quentes
braços fortes
pratos cheios
gente humilde
sem cansaço
pra um abraço.
vou vivendo
passarinhando
acarinhando
partilhando
consumindo
consumando
alma exposta
não imposta.
Vou rodando
vou cantando
nada altero.
Considero
laços fortes
peito amigo
fogo brando
dias quentes
braços fortes
pratos cheios
gente humilde
sem cansaço
pra um abraço.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Mãe outra
Não sinto saudades de mim.Tenho saudade das pessoas que fizeram parte da minha vida;dos carinhos, exemplos de vida,dos jogos de baralho com dona Raimundinha,das brincadeiras da infância e da juventude;dos animais que meu pai criava com tanto carinho-- cachorros, macacos,pássaros,papagaios,gatos e que estiveram em minha vida sem que eu lhes demonstrasse tanto interesse .Dona Raimundinha era um ser raro,destas pessoas encantadas com a vida com sua simplicidade cativante.Muito inteligente e sábia na arte de viver. Nunca a vi triste, e até na hora de sua morte estendia sobre nós um sorriso de serenidade.Amava a leitura e isto me fascinava,passávamos horas comentando nossas leituras e eu me regozijava na sua companhia tão agradável.Os netos a chamavam de mãe outra,tamanho o seu amor por eles e o carinho que lhes dispensava.
Só transgredia na hora do jogo, pois usávamos todos os códigos de comunicação a fim de ganharmos as partidas.Grande exemplo de vida pacata e feliz.Muitas saudades Dona Raimundinha, se aonde te encontras praticas a arte do bem viver, lembra-te de cutucares com menor força as pernas de tua companheira de jogo.
Só transgredia na hora do jogo, pois usávamos todos os códigos de comunicação a fim de ganharmos as partidas.Grande exemplo de vida pacata e feliz.Muitas saudades Dona Raimundinha, se aonde te encontras praticas a arte do bem viver, lembra-te de cutucares com menor força as pernas de tua companheira de jogo.
domingo, 29 de abril de 2012
Navegando
Sonhos de entregas
partilhas,desprendimentos.
Agriculturar o novo
transformá-los em fluidos de urgências,
casar o corpo com a alma
em união de férteis sutilezas,
cabeça no peito,aconchegos,
bimbalhar de virgens emoções.
Pão com manteiga,
feijão com arroz,
olho no olho,
boca adoçada por beijos
fluindo inextinguíveis.
partilhas,desprendimentos.
Agriculturar o novo
transformá-los em fluidos de urgências,
casar o corpo com a alma
em união de férteis sutilezas,
cabeça no peito,aconchegos,
bimbalhar de virgens emoções.
Pão com manteiga,
feijão com arroz,
olho no olho,
boca adoçada por beijos
fluindo inextinguíveis.
sábado, 28 de abril de 2012
Pausa para sonhar
É muito rica a lembrança
A febre do primeiro amor
que corta o sono
e acorda o sonho.
O primeiro toque
o susto, a descoberta,
o corpo pendulando
o pensamento ondeando.
Onde se esconde esta lembrança?
a gaveta se abre sem mistérios
e todas as cores pululam
ante meus orvalhados olhos,
olhos de princesa despertada
sem o acúmulo dos fatigáveis anos.
A febre do primeiro amor
que corta o sono
e acorda o sonho.
O primeiro toque
o susto, a descoberta,
o corpo pendulando
o pensamento ondeando.
Onde se esconde esta lembrança?
a gaveta se abre sem mistérios
e todas as cores pululam
ante meus orvalhados olhos,
olhos de princesa despertada
sem o acúmulo dos fatigáveis anos.
sábado, 21 de abril de 2012
Felicidade
A filosofia Budista prega o desapego como meio para se alcançar a felicidade.No ocidente, indo na direção contrária, a felicidade seria conseguida em termos de posses,tais como dinheiro,status,beleza,reconhecimento e outras bobagens .Desejos tantos que só podemos obter em preciosos minutos no tempo.Como tudo é impermanente ,transitória também é nossa felicidade.A qualquer momento pode ruir dada a constância das adversidades.É da própria dinâmica da vida a transitoriedade e a imprevisibilidade.O verbo muitas vezes não é bem empregado, deveríamos dizer estou feliz e não sou feliz, dada a impermanência deste estado de graça tão subjetivo.Eu sei o que me faz feliz, mas não tenho a fórmula da felicidade.Divulgue-a quem achá-la,garanto que será mais um charlatão a abarrotar as prateleiras das livrarias.Nós gostamos das ilusões porque temos medo da verdade.Há um certo desconforto em admitir que somos impotentes,já que nos julgamos sábios e merecedores de todas as benesses, e não nos damos conta da nossa pequenez e arrogância.Humildade talvez seja o que está faltando neste mundo acelerado, com tantas descobertas científicas e tanta ignorância a respeito do que realmente enobrece e faz sentido para uma vida mais rica de valores que nos dão leveza.
domingo, 15 de abril de 2012
O prazer de viver.
Nós humanos estamos sempre perguntando sobre o sentido da vida. Eu mesma , constantemente venho me questionando a respeito.As especulações são muitas e sempre com respostas insuficientes.Esta semana assistindo a uma entrevista com o ator Giannecchini,tive um vislumbre de que, ele que esteve na fronteira entre a morte e a vida, talvez tenha se aproximado da verdade. Disse que nos encontramos nesta dimensão planetária para aprendermos a amar,. em todos os sentidos conhecidos e estudados pela filosofia: o amor eros,
o fhilia e o ágape que são respectivamente o amor erótico ,o amor amizade e o amor incondicional, sendo este último o amor divino,aquele que estendemos a todas as criaturas sem distinção.Entendo que, este pensamento carrega uma certa lógica,vez que a medida que vamos envelhecendo vamos sentindo um salutar desprendimento do ego, e passamos a ter uma visão mais abrangente e respeitosa sobre o planeta e sobre todas espécies de seres.Como somos mutantes e aspiramos a imortalidade,e que embora não exista,nada nos custa e só acrescenta o fato de estarmos aqui para aprender a amar.Portanto, vamos amar mais e de forma mais edificante, no mínimo seremos mais felizes.
o fhilia e o ágape que são respectivamente o amor erótico ,o amor amizade e o amor incondicional, sendo este último o amor divino,aquele que estendemos a todas as criaturas sem distinção.Entendo que, este pensamento carrega uma certa lógica,vez que a medida que vamos envelhecendo vamos sentindo um salutar desprendimento do ego, e passamos a ter uma visão mais abrangente e respeitosa sobre o planeta e sobre todas espécies de seres.Como somos mutantes e aspiramos a imortalidade,e que embora não exista,nada nos custa e só acrescenta o fato de estarmos aqui para aprender a amar.Portanto, vamos amar mais e de forma mais edificante, no mínimo seremos mais felizes.
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