domingo, 12 de maio de 2013
Devaneios do cárcere da alma
Quase sempre na vida cotidiana que levo estou no centro.Vez em quando, me volto para dentro e a nova paisagem me projeta para um mundo desconhecido ,no qual , sem restrições,circulo livremente, sem me importar para as inúmeras bifurcações que se me apresentam.Dou vazão as emoções mais absurdas que somente no eu profundo se pode conhecer.Tudo é harmônico e belo,nada me é insuportável exceto a imposição de voltar a realidade na qual, pouca coisa se ajusta nobremente, onde invariavelmente nos deparamos com sobras e faltas que não se compõem em um simulacro de felicidade.A objetividade extrema da vida me oprime;só o estar livre me alivia, por isso o mergulho, por isso os devaneios da alma que, por ser etérea,não se adequa a este mundo de achismos,imposições e preconceitos.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Rótulos
Não me chame de senhora,
sinto-me tão jovem para sê-la.
Não me chame de senhora,
a pele a denuncia
e a curvatura não me alivia.
Mas, por favor
não me chame de senhora
porque no íntimo
sou anterior a ela.
sinto-me tão jovem para sê-la.
Não me chame de senhora,
a pele a denuncia
e a curvatura não me alivia.
Mas, por favor
não me chame de senhora
porque no íntimo
sou anterior a ela.
sábado, 4 de maio de 2013
Pensamentos amorosos
Quando nos desligamos do cordão umbilical ficamos sozinhos, então é necessário que procuremos ter fé principalmente em nós.Torna-se urgente a procura daquilo que nos faz felizes, afim de que possamos ultrapassar, sem muito traumas ,as barreiras emocionais que nos acorrentam na dependência.O amor e o desapego às coisas e pessoas são essenciais.A transcendência é necessária para que ,nas nossas meditações possamos nos ausentar, mesmo que temporariamente,do caos que assola o nosso planeta.Uma nova apreciação sobre a palavra amorosa de Cristo, sem o ranço do martírio, dos castigos e dos pecados também é iluminadora.O amor ainda é o caminho,e quanto mais o praticamos mais ele nos retorna.Nada que se faz em nome do amor é desperdiçado, de algum modo ele alimenta a corrente da harmonia. O Universo agradece a prática dessa essência etérea que faz a diferença neste mundo .Façamos da nossa vida uma missão de generosidade perdão e compreensão para aqueles que ainda permanecem obscurecidos pela ausência do amor em suas vidas.Nascemos do amor e todos nós necessitamos do outro, de uma mão que nos guie para o caminho da luz.
domingo, 28 de abril de 2013
Vivendo e aprendendo
Embora você tente fechar seu coração a sete chaves,haverá sempre um mágico que o abrirá com um mínimo esforço usando apenas a química circulante no seu corpo,a energia de polos diferentes que iniciam o elemento fogo.Aí todas as defesas se quebram e você se entrega.O amor é sempre mais forte do que o seu desejo de não ceder, e não há esconderijo que te proteja ,aí naufragam todos os conceitos que se sedimentaram na tua couraça.Esta é grande tragédia da vida :a tua pseudo liberdade de decidir é rompida e cai sem qualquer estardalhaço,mansamente como uma neblina que varre um grão de terra que teima em permanecer.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
As tardes
As tardes são como estações outonais: lânguidas,modorrentas,acastanhadas,com aquela vaga sensação de esmorecimento, de vida que já foi cumprida.Neste intervalo do dia sou e não sou, tremulo entre a fantasia e o sonho.Saciada de sua fome a vida segue sem o entusiasmo da manhã que já se foi. As tardes não têm outro objetivo senão o de esperar que a noite chegue com seus mistérios e promessas de alcova,e as novas esperas para um novo dia que renascerá para alguns e para outros não;mais velho para os que permanecem no planeta,que no fundo será uma espécie de repetição,colorida entretanto, de novos olhares,de novas propostas infinitas, sem entretanto nos anunciar o que vai nos surpreender.Este é mais um encanto da vida : a total imprevisibilidade dos acontecimentos.
sábado, 13 de abril de 2013
A escolha é mito
Destino, surpresas,acasos,
se entrelaçam e dão as cartas,
escrevem histórias,
mudam decisões.
A escolha é mínima,
o livre arbítrio uma falácia.
Somos o que não supomos ser:
o nada, o imponderável.
Nada preenchemos,
nem somos preenchidos,
acomodamo-nos aos modelos.
se entrelaçam e dão as cartas,
escrevem histórias,
mudam decisões.
A escolha é mínima,
o livre arbítrio uma falácia.
Somos o que não supomos ser:
o nada, o imponderável.
Nada preenchemos,
nem somos preenchidos,
acomodamo-nos aos modelos.
domingo, 7 de abril de 2013
O sistema
Hoje é domingo,dia consagrado ao descanso onde poucos repousam.Estar em movimento é nosso prazer e desalento.O repouso nos convida a meditar sobre alguma coisa que não nos agrada,e uma vaga angústia nos impele ao movimento como um torno que gira sem parar para dar forma a matéria.Obviamente seremos, para sempre, obedientes ao que nos foi determinado como modelo de vida,no fundo todas as obrigações nas quais nos escravizamos sem questionamentos,sem nos darmos conta da manipulação engendrada pelo sistema. O que somos senão marionetes ante uma plateia que também aplaude porque não entende?
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